segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

PROVOCAÇÃO

Meus caros

este blog na versão atual é apenas uma provocação.

Para fazermos o que todos temos vontade.

Voltar a desenvolver as nossas capacidades de pensar e dizer publicamente.

Quase cinquenta anos depois da explosão do MARÁ.

Dizer de ontem e de agora.

O primeiro texto é uma notícia enviada pelo César Bocão após chegar em casa agora em fevereiro.



Edvar Costa


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Cheguei bem. Um contratempo em Guarulhos - meu vôo era FORTALEZA/SAMPA/BRASÍLIA/PORTO VELHO. Estava um tempo ruim em SAMPA e os aviões faziam duas filas, uma no ar para descer e outra taxiando esperando subir. Com eles brincando de roda assim, demorei-me por mais ou menos uma hora em terra e cerca de cinquenta minutos dentro do avião. Fora isso, tudo bem. O capuccino de bordo estava bom pra caramba.

Fiquei, durante a gravação, lembrando da conversa que tivera na noite anterior com o Compadre Besouro - o Venissus, filho do Seu Antônio e da D. Zilmar, padrinho do meu filho Janno. Suas irmãs ainda moram na casa deles na Martins Neto e ele mora na Joaquim Leitão na vila de frente ao muro do finado Menphis Clube.

Na conversa o compadre lembrou-me da Turma do Fonsecão - os meninos que se reuniam para jogar bola no então terreno baldio do Seu Fonseca. É a quadra onde está o Posto de Saúde, área comercial, Bradesco e delegacia de Antônio Bezerra. Na Turma do Fonsecão tinha os três filhos do Seu Clazer com a D. Ecilda - Rogério, Teógenes e Wagner –, O "Alcir" irmão do Irapuan da Turma do CMC, o Lula meu irmão, o Besouro, o Eliomar primo do Dedé, o Renato branquinho e o trio de irmãos Paulo Horácio, Carlos Henrique e Antônio Augusto, todos uns cinco a dez anos mais novos que eu e imitavam a gente num jornalzinho que fizeram por curto tempo. Vou perguntar do Lula como foi esta história de jornalzinho.

A Turma tinha umas coisas gozadas. O Alcir (Marcos Vinícius) era irmão do Irapuan da Turma do CMC. A turma o apelidara de "Alcir" porque, jogando, ele trombava até com o chafariz, feito um jogador da primeira divisão que se chamava Alcir e era trombador. A mãe dele ficava uma arara quando eles passavam lá e chamavam "Alciiiiiir". Ele morava na Mr. Hull entre a Moageira do Carlos e a Bodega do Seu-Manel-da-Padaria na quina do beco da estação.
O Renato branquinho, que depois virou goleiro do Milan, era um que morava vizinho à velha delegacia em frente a casa do Damasceno. Ele namorava aquela menina de usava um suporte para correção postural da espinha dorsal, e a gente dizia que ela andava com a cabeça sentada num banquinho.

João CESAR Silveira da Costa
Cientista Social Professor, Filósofo e Poeta.